O fim de uma era: orelhões serão extintos no Brasil até 2028

Os icônicos telefones de uso público, conhecidos como orelhões, já têm data oficial para desaparecer das ruas brasileiras: o final de 2028. O serviço, que chegou a contar com mais de 1,5 milhão de aparelhos em seu auge, será descontinuado após o encerramento dos contratos de concessão de telefonia fixa, ocorrido em dezembro de 2025.
O que muda com o novo regime
Com o fim das concessões, as operadoras (como Oi, Vivo, Algar e Claro) estão migrando para um regime de autorização. Isso permite que as empresas foquem investimentos em tecnologias modernas, como banda larga e fibra óptica, em vez de manterem a infraestrutura obsoleta dos telefones públicos.
Cronograma de desligamento
Vivo, Algar e Claro: Devem desligar a maioria de seus aparelhos ainda em 2026, restando apenas cerca de 2 mil terminais.
Oi: Atualmente detém a maior base ativa (6.707 unidades), mas também seguirá o plano de extinção gradual.
Exceções: Cerca de 9 mil orelhões permanecerão ativos em áreas remotas onde ainda não há sinal de rede móvel (4G), garantindo que essas populações não fiquem isoladas.
Contrapartidas e investimentos
Em troca da liberdade para desligar os orelhões, a Anatel estabeleceu que as operadoras devem investir em infraestrutura essencial, incluindo:
Expansão da rede 4G e 5G.
Instalação de cabos submarinos e fluviais.
Conectividade em escolas públicas.
Construção de novos data centers.
Curiosidade Histórica: Os orelhões foram lançados no Brasil em 1972. Seu design distintivo foi criado pela arquiteta chinesa radicada no Brasil, Chu Ming Silveira, e se tornou um símbolo do mobiliário urbano nacional por mais de cinco décadas.
Da Redação, com Universo
Foto: Reprodução




