CRM-PB apura conduta de médico preso por suspeita de abusar sexualmente de pacientes no Litoral Sul da Paraíba

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) instaurou uma sindicância para investigar a conduta profissional de um médico preso em flagrante por suspeita de praticar atos libidinosos contra pacientes. As denúncias referem-se a atendimentos realizados em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada na zona rural do município de Caaporã, no Litoral Sul paraibano. O procedimento administrativo busca analisar documentos e depoimentos para apurar indícios de autoria, materialidade e eventuais violações ao Código de Ética Médica. A entidade ressaltou que, caso ocorra a abertura de um processo ético-profissional, o investigado terá garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa.
As apurações policiais tiveram início após uma jovem de 20 anos denunciar que sofreu abusos e condutas inadequadas durante uma consulta médica. Segundo o depoimento, o profissional realizou manipulações e toques íntimos desprovidos de finalidade clínica, além de direcionar questionamentos de cunho sexual durante a consulta. Com a chegada da Polícia Civil à unidade de saúde, outra paciente, de 44 anos, também procurou as autoridades para relatar conduta similar ocorrida em atendimento anterior. Adicionalmente, funcionários do estabelecimento corroboraram a existência de episódios de constrangimento promovidos pelo investigado.
Durante o depoimento às autoridades policiais, o profissional sustentou que os procedimentos executados possuíam caráter estritamente diagnóstico e assistencial. O médico foi mantido sob custódia em flagrante e direcionado à audiência de custódia. Para instruir o inquérito policial, as forças de segurança requisitaram exames periciais ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL), pertencente ao Instituto de Polícia Científica (IPC), bem como o recolhimento de gravações registradas pelo circuito interno de segurança do posto de saúde.
Da Redação
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