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Mais de 100 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão na Paraíba

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Uma operação conjunta resgatou 112 trabalhadores que atuavam em condições degradantes e análogas à escravidão em obras de edifícios nas cidades de João Pessoa e Cabedelo, na Paraíba. A ação, que começou no último dia 14 e foi encerrada hoje, foi conduzida pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF).

Os trabalhadores resgatados, provenientes de pelo menos 20 municípios do interior da Paraíba e também dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, estavam empregados em obras de oito empresas.

As fiscalizações revelaram condições precárias nos alojamentos, com trabalhadores dormindo no chão ou em colchões finos. As condições sanitárias também foram classificadas como precárias e insalubres.

A procuradora do Trabalho, Laura Valença, que participou da operação, detalhou que “diversas irregularidades foram encontradas, grave e iminente risco nas obras, com muito perigo à vida, às suas condições de saúde, situações bastante graves que aviltavam a dignidade da pessoa humana”.

Todas as empresas envolvidas foram notificadas, e os auditores informaram que serão lavrados autos de infração contra os empregadores. Outros desdobramentos e ações de continuidade serão realizados pelas instituições participantes da operação.

Este ano, a Paraíba já registra um aumento alarmante no número de resgates de trabalho análogo ao de escravo. Foram 225 trabalhadores resgatados, um aumento de 324% em comparação com todo o ano de 2024, que teve 53 casos. Dos resgates deste ano no estado, 213 (94,6%) ocorreram na construção civil, especificamente em João Pessoa e Cabedelo.

Redação

Foto: Reprodução

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