SUS amplia tratamento oncológico com novos medicamentos e novos exames para diagnóstico precoce

O Ministério da Saúde anunciou a ampliação da oferta de tratamentos contra o câncer na rede pública, com a inclusão de nove novos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa abrange 13 tipos da doença, além de leucemias e linfomas, com estimativa de beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o país. As primeiras remessas serão distribuídas em 20 centros de oncologia espalhados por 17 estados, como a Paraíba, com previsão de alcançar cobertura nacional completa até o final de dezembro.
A lista de terapias incorporadas inclui remédios para tumores de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, tireoide e neuroendócrinos, além de linfomas e leucemia. Entre os fármacos disponibilizados estão o Trastuzumabe, Abemaciclibe, Acetato de lanreotida, Pazopanibe, Rituximabe, Abiraterona, Gefitinibe, TSH recombinante e Sunitinibe. A indicação de cada remédio não será universal para todos os diagnósticos, dependendo de critérios clínicos específicos e de avaliação detalhada pelas equipes médicas responsáveis.
Além da distribuição imediata dessas nove opções, o governo federal prevê disponibilizar outros 23 tratamentos oncológicos até dezembro, combinando aquisições diretas, novos repasses e renegociações de preços. Para sustentar o pacote de medidas, projeta-se um investimento anual de R$ 4 bilhões. As ações também contemplam a ampliação do financiamento para medicamentos intravenosos e orais, além da atualização de valores repassados para exames anatomopatológicos, biologia molecular e sequenciamento genético.
No campo do diagnóstico precoce, a principal novidade é a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para rastreamento do câncer colorretal a partir de novembro. Voltado inicialmente para pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos em capitais e municípios populosos, o exame identifica sangue oculto nas fezes para sinalizar a necessidade de investigação por colonoscopia. O pacote de investimentos do Ministério da Saúde abarca ainda R$ 46 milhões anuais para cirurgias videotorácicas de câncer de pulmão, o aumento substancial do aporte para iodoterapia e a criação de um grupo de trabalho focado na linha de cuidado do retinoblastoma em crianças.
Da Redação
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil




