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Indígenas paraibanos participaram em Brasília da 22ª edição do Acampamento Terra Livre

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Indígenas paraibanos, incluindo lideranças Potiguara e Tabajara, participaram do Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília. Com uma programação que teve início no dia 5 e que se encerrou neste sábado, 11, a 22ª edição, é considerado como a maior mobilização indígena do Brasil.

A representação dos Indígenas paraibanos, dos povos Potiguara e Tabajara, do litoral Sul e Norte, respectivamente, participaram ativamente do Acampamento Terra Livre (ATL), com reivindicações da homologação e regularização dos territórios, reafirmando compromisso com a preservação do meio ambiente e com a resistência.

Todas essas atividades fazem parte da luta do mês de abril, que tem uma data específica em 19, do referido mês. Ainda dentro deste contexto de lutas e comemorações, nos próximos dias 23 e 24 as tribos Kariri Xocó e Tabajara dos estados de Alagoas e Paraíba, participarão em Campina Grande de atividades alusivas aos indígenas no ensino básico na ECI Senador Humberto Lucena e no Instituto Federal (IF), e, certamente na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), além de se fazerem presentes no município de Mogeiro. Os indígenas de Alagoas, estão situados na cidade de Porto Real e são liderados pelo Cacique Wyasswry.

No IFPB, Campus Campina Grande, os indígenas serão recepcionados pela comunidade estudantil, docentes e pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), coordenado pela professora doutora e pesquisadora da instituição, Livia Maria Ferreira da Silva.

Para a ocasião, o Cacique, Carlos Arapuã Tabajara, disse que o encontro dos indígenas brasileiros nesta temporada, foi extremamente importante. O cacique mencionou ainda que a pauta de reivindicações levada ao ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil e também a representação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), vai trazer bons frutos para os indígenas paraibanos.

O indigenista paraibano, João Tavares Neto, comentou que o ATL é um movimento que já se consolidou qualiquantitativamente, enquanto resistência política, pois, mesmo com todas as dificuldades, em todas as edições concentra uma média de 10 mil participantes de etnias distintas, o que enriquece e fortalece o movimento. Para ele, as pautas, reivindicações e conquistas, nesta edição temática, “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, confirma a máxima de que em territórios indígenas são preservados as matas, os rios e as terras. Enfatizou, “Demarcação do Território Tabajara, já”.

“Lembrou ainda a importância de haver um trabalho nas escolas e creches para conscientizar as nossas crianças desde cedo, a fim de que elas possam ter contato com algo que é real, que vive e que pulsa, porque antes, o contato era só com os livros que colocavam os indígenas como figuras mortas e caricatas e isso nunca foi a realidade destes povos guerreiros”, concluiu Tavares Neto.

Assessoria

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