Chacina da Ponte do Arco: advogado orienta militares presos a não colaborar com reconstituição

O advogado que defende cinco policiais militares, presos sob suspeita de envolvimento na morte de cinco jovens em Conde, na Paraíba, aconselhou seus clientes a não participarem da reconstituição do crime. A chamada “chacina da Ponte do Arco” ocorreu em 15 de fevereiro de 2025.
O pedido de reconstituição foi feito pela Justiça depois que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) iniciou a Operação Arcus Pontis em 18 de agosto. O advogado, Luiz Pereira, explicou que a orientação é para que os policiais não falem nem colaborem, alegando que eles já estavam colaborando com a investigação enquanto estavam em liberdade.
Segundo a defesa, os policiais agiram para impedir um assassinato que seria cometido pelos jovens, que seriam membros de uma facção criminosa. Pereira afirma que os jovens não obedeceram a uma ordem de parada e atiraram contra os policiais, que revidaram.
O MPPB, por outro lado, contesta a versão dos policiais, alegando que houve apenas um disparo de dentro do carro dos jovens e que a reação dos PMs foi desproporcional. O órgão também acusa os policiais de alterarem a cena do crime ao removerem os carros e os corpos do local. O advogado defende que a remoção foi um procedimento de socorro, já que os policiais não sabiam que os jovens já estavam mortos.
Redação
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