Golpe da anistia: Tarcísio é alvo de ação por crimes em conspiração pró Bolsonaro em Brasília

“Governador fez uso de meios custeados pelo Estado, como aeronave, veículo oficial, combustível, diárias de deslocamento, horas de trabalho de seguranças e assessores, tudo isso sem qualquer proveito público”, diz ação do deputado Paulo Fiorilo.
O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP) ingressou com uma representação ao Ministério Público de São Paulo pedindo a abertura de uma investigação do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) que deixou o Estado à deriva nesta semana para atuar nos porões da política em Brasília pressionado pela anistia a Jair Bolsonaro (PL).
Tarcísio desembarcou na capital federal na manhã de terça-feira (2), quando se deu o início do julgamento da quadrilha do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), após acordo de trabalhar para impedir que Bolsonaro vá para a prisão. Em troca, o ex-ministro, cortejado com anti-lula pela chamada terceira via, quer o apoio para obter os votos dos radicais de ultradireita cooptados pelo clã do ex-presidente.
O governador mobilizou comitiva, aeronave e todo aparato do estado para cumprir apenas uma agenda oficial em Brasília – um encontro com aliado na Aneel – nos dois dias em que esteve conspirando para pressionar Hugo Motta (Republicanos) a colocar a anistia em pauta na Câmara.
“O governador comete crimes no uso do cargo público, no exercício do expediente de trabalho que, ao nosso ver, o impedem de continuar à frente do governo do Estado; improbidade administrativa é apenas um deles, que esperamos o MP investigue imediatamente”, afirma Fiorilo, que entrou com a representação junto ao MP paulista.
Na ação, o deputado estadual diz que “ao subordinar a máquina pública paulista a interesses particulares e eleitorais, o Governador afrontou os deveres de motivação, interesse público e finalidade inerentes à função pública”.
“Durante os dias em que se ausentou de São Paulo para tratar da anistia em Brasília, o Governador fez uso de meios custeados pelo Estado, como aeronave, veículo oficial, combustível, diárias de deslocamento, horas de trabalho de seguranças e assessores, tudo isso sem qualquer proveito público concreto para a população paulista”, diz a representação.
Fiorilo pede aos promotores a abertura de investigação “visando a apuração integral das condutas descritas, inclusive quanto a ocorrência de atos de improbidade administrativa” e a “responsabilização do Governador representado, caso comprovados os fatos, pela prática de ato de improbidade administrativa”, além do ressarcimento aos cofres públicos dos gastos.
Revista Fórum
Foto: Pablo Jacob/Governo de SP




