Paraíba atinge recorde histórico com menor taxa de desemprego desde 2012

A Paraíba alcançou um marco histórico no mercado de trabalho ao registrar uma taxa de desocupação de 5,4% no segundo trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa o menor patamar de toda a série histórica do levantamento, iniciada em 2012 para as unidades da federação. Com esse resultado, o estado registrou um recuo de 1,6 ponto percentual tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado, superando o recorde anterior de 5,7% verificado no quarto trimestre de 2025.
O desempenho consolida a posição da Paraíba como o estado com o menor índice de desemprego de toda a Região Nordeste. O indicador paraibano empatou com o do estado de São Paulo e se igualou à média nacional, sendo a única unidade federativa nordestina a atingir a média do país. O resultado positivo da Paraíba, acompanhado por índices favoráveis do Rio Grande do Norte (5,6%) e do Maranhão (6,0%), ajudou a impulsionar a média de desocupação do Nordeste para baixo, caindo de 8,2% no segundo trimestre de 2025 para 7,6% no mesmo período deste ano. No extremo oposto do ranking nacional, as maiores taxas foram registradas no Piauí (8,3%), Pernambuco (8,3%), Bahia (9,1%) e Amapá (9,8%).
Em termos absolutos, a estimativa do IBGE apontou que o contingente de pessoas desocupadas na Paraíba caiu para 99 mil no segundo trimestre, uma redução de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando havia 126 mil desempregados. Esta é a primeira vez em que o número de pessoas sem trabalho fica abaixo da marca de 100 mil no estado. Por outro lado, a população ocupada atingiu 1,731 milhão de trabalhadores, representando um crescimento de 4% com a inserção de 67 mil pessoas no mercado formal e informal na comparação anual.
A força do mercado de trabalho paraibano foi impulsionada sobretudo por seis setores produtivos principais. O segmento de administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde liderou a absorção de mão de obra, somando 374 mil pessoas ocupadas. Em seguida destacaram-se o comércio e reparação de veículos (319 mil), a área de informação, comunicação e serviços profissionais ou financeiros (205 mil), a construção civil (164 mil), a indústria geral (159 mil) e o setor agropecuário (148 mil).
Da Redação
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