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Ficha Limpa: 83% dos brasileiros são contra redução da inelegibilidade, diz pesquisa

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Parcela expressiva da população é contra a redução do prazo de inelegibilidade para enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Segundo levantamento do Instituto AtlasIntel, divulgado neste domingo (16/2), 83% dos entrevistados rejeitam as mudanças em tramitação no Congresso Nacional. Apenas 14% são a favor.

Existe hoje um projeto de lei complementar (PLP) do deputado Bibo Nunes (PL-RS), com o intuito de reduzir o período de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa de oito para dois anos. A matéria prevê mudanças também para que o prazo de inelegibilidade comece a contar a partir da eleição que resultou na punição.

Se aprovada, a medida beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele defendeu a revogação da lei da Ficha Limpa em um vídeo publicado nas redes sociais em 7 de fevereiro.

Porém, quando se trata da proposta de anistia para os presos de 8 de janeiro de 2023, as opiniões são diferentes. Segundo informações da pesquisa AtlasIntel, 51% dos entrevistados são favoráveis ao projeto para anistiar presos por participação nos atos antidemocráticos e financiadores do 8 de Janeiro, e 49%, contra.

Os participantes foram submetidos à pergunta: “Você é a favor ou contra as seguintes propostas que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado?”. A maioria dos entrevistados (54%) marcou a opção “a favor do corte de gastos”. Em segundo lugar, com 51% de aprovação, veio a aprovação da anistia.

O texto do projeto da anistia é relatado pelo deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE). O congressista prevê anistia a todos que participaram dos atos de 8 de janeiro, incluindo eventos subsequentes ou anteriores.

No relatório, Valadares especifica que ficariam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e/ou eleitoral, ou as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas de 8 de janeiro de 2023 até a lei entrar em vigor.

No fim de outubro de 2024, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), retirou o chamado PL da Anistia da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O alagoano resolveu criar uma comissão especial para analisar o tema, o que na prática leva a proposta à estaca zero. O colegiado, porém, ainda precisa ser instalado.

O instituto Atlas entrevistou 817 pessoas para realizar a pesquisa, todas recrutadas de forma aleatória pela internet. A amostragem foi entre os dias 11 e 13 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança dentro da margem de erro é de 95%.

Confiança na PF
A mesma pesquisa mostra que a confiança da população na Polícia Federal (PF) está em alta. Hoje, 53% dos brasileiros confiam na instituição que vem atuando em diversas operações contra corrupção e contra o crime organizado. No quesito confiança, a Polícia Militar vem logo atrás da PF, em segundo lugar. A corporação tem 50% de confiança e o terceiro colocado, o Supremo Tribunal Federal (STF), tem 49%. Em quarto lugar, está a Polícia Civil, com 48%.

“Esse resultado é o reflexo de muitas ações, mas em especial do trabalho sério e dedicado dos quase 15 mil servidores que se dedicam diariamente em servir a sociedade brasileira, respeitando nossos valores institucionais: integridade, imparcialidade, eficiência, ética e inovação”, afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao Metrópoles.

Forças Armadas
No mesmo gráfico em que a Polícia Federal está em primeiro lugar na confiança do brasileiro, as Forças Armadas não encontram o mesmo respaldo. Segundo a pesquisa, 72% dos brasileiros não confiam no Exército e nas Forças em geral, como a Marinha e a Aeronáutica.

Atrás de todos está o Congresso Nacional, com 82% da desconfiança, e somente 9% da confiança dos entrevistados pela pesquisa.

O AtlasIntel entrevistou 817 pessoas para realizar a pesquisa, todas recrutadas de forma aleatória pela internet. A amostragem foi entre os dias 11 e 13 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança dentro da margem de erro é de 95%.

Fonte: Metrópoles

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

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