Polícia Civil indicia seis profissionais de saúde por negligência em caso de mortes sucessivas no Isea

A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigava as circunstâncias da morte de um recém-nascido e, semanas depois, de sua mãe, a assistente social Maria Danielle Cristina Morais. O trágico episódio teve início em março de 2025, durante um parto de alto risco realizado no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande. A investigação oficial apontou falhas graves na conduta assistencial e resultou no indiciamento de seis profissionais de saúde, cujas identidades não foram formalmente divulgadas pelas autoridades policiais. O relatório final detalha negligência e imperícia no manejo das complicações do parto, as quais desencadearam a sequência fatal de eventos para a família.
O caso veio a público após denúncias enfáticas feitas nas redes sociais pelo viúvo e pai do bebê, Jorge Elô. Segundo os relatos apresentados à apuração, Maria Danielle recebeu uma dosagem inadequada de medicamentos destinados à indução do parto normal. A forte medicação acabou por provocar uma ruptura uterina severa, provocando a morte imediata do feto e obrigando a equipe médica a realizar um procedimento cirúrgico de emergência para a retirada total do útero da paciente. Agravando o quadro, menos de um mês após o parto malsucedido, a assistente social sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) fatal, decorrente das complicações e do estresse físico severo decorrentes da tragédia médica originária.
Em posicionamento oficial emitido logo após a conclusão do procedimento policial, a corporação fez questão de enfatizar que as condutas criminosas imputadas e apuradas no relatório são de natureza individual. De acordo com a nota da Polícia Civil, tais falhas técnicas e éticas não devem ser interpretadas como uma representação do padrão de atendimento geral oferecido de forma rotineira pelo ISEA. Com o fechamento do inquérito policial, o calhamaço com todas as evidências e depoimentos colhidos ao longo de mais de um ano foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), órgão que agora avaliará a denúncia formal à Justiça, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande mantém os servidores sob apuração interna.
Da Redação
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